Dynamics para Outlook (Outlook add-in/plug-in) CONTINUARÁ sendo suportado!

Olá pessoal,

Um notícia boa para quem já estava preocupado com o fim do suporte para o Dynamics 365 para Outlook, assunto já falado no blog. A Microsoft está voltando atrás devido ao grande impacto que isso iria causar, especialmente por ainda não termos uma alternativa que atende 100% das funcionalidades do add-in. Para maiores informações, acesso o post oficial feito pelo time de Dynamics.

Em relação a novas funcionalidades, foi mantido o mesmo discurso anterior, não teremos novas funcionalidade incorporadas no add-in, somente na App. Porém, a Microsoft irá investir na performance e confiabilidade para melhorar a atual experiência da aplicação.

Assim, os investimentos na App serão intencificados para em breve termos uma solução completa e mais robusta do que é hoje o add-in. Deste modo, se estivermos pensando em usar um conector com o Outlook utilize apenas a App, pois muito em breve ela irá chegar no add-in. Agora, se você já utiliza o add-in, apesar de ter ganho mais algum tempo, matenha-se informado das novas funcionalidades da App, para fazer assim que possível a transição!

[]’s,

Tiago

Publicado em Dynamics 365 | Marcado com , | Deixe um comentário

Dynamics 365 for Talent

Olá pessoal,

O Microsoft Dynamics 365 for Talent chegou até nós na metade do ano passado (Jun/2017), ele é considerado como o módulo ou app para Recursos Humanos (RH).

Assim, antes tarde do nunca para escrever um pouco sobre…

O Talent é mais uma resposta dada pela Microsoft para o conceito de criar apps que podem ou não ser adicionadas em nosso Dynamics 365 ao invés de produtos diferentes, em plataformas diferentes e que não se comunicam entre si. Com isso, temos um ecossistema cada vez mais completo para cada variante de negócio.

Se pensarmos que há alguns anos, não faria muito sentido ter um módulo de RH dentro de um CRM, com este novo conceito da Microsoft, não chegamos a ter um RH dentro de um CRM, o Talent é uma aplicação stand-alone, assim, ele não precisa de outro sistema para funcionar, mas se for necessário, podemos ter os dois em uma mesma plataforma (Dynamics 365 + Office.com), da mesma forma temos um modelo de dados comum (Common Data Model), onde conseguimos integrá-los usando Microsoft Flow, PowerApps e SDK em muitas vezes com apenas poucos cliques.

Vale lembrar que a ideia desta app vem do módulo de RH do AX, onde já possui parte das funcionalidades que iremos falar aqui.

Visualize o vídeo oficial de divulgação, é um bom começo…

 

Basicamente, podemos falar do Talent em três tópicos, pois eles são as atuais sub-areas:

  • Attract (Atrair) – esta subarea é responsável pela gestão vagas e candidatos, nela o recrutador insere a vaga desejada, inicia a triagem de pessoas, cadastra e realiza o upload dos currículos podendo integrar com o LinkedIn. Depois, pode conduzir o agendamento das entrevistas, fazer seus comentário e devolver feedbacks, ao localizar e aprovar o correto candidato, o envio da oferta de trabalho pode ser feito. Em suma, um processo de contratação do início ao seu fim.
  • Onboard (Integração) – o Onboard ou Integração é uma das mais importantes fases de uma contratação, o recém contratado precisa das informações primordiais para iniciar a desempenhar sua função. Cabe ao RH passar as principais mensagens, informar quais tarefas precisam ser feitas e seus prazos, os contatos das pessoas com quem irá interagir, bem como todos os documentos envolvidos neste processo.
  • Human Resource (Recursos Humanos) – este é a área principal do Talent, responsável pelas operações do dia-a-dia do RH como gestão de serviços de auto-atendimento (self-service), gerenciamento de pessoas (posições em aberto, contratações, recém contratados), gerenciamento de tarefas, aviso de férias ou licença, gestão de benefícios, compensações, desenvolvimento dos funcionários, contínuo aprendizado, ferramenta para redução de risco de inconformidades.

Lembrando que todos os relatórios/gráficos foram desenvolvidos em PoweBI!

Não perca tempo, criei seu ambiente de testes e veja o quanto esta ferramenta pode lhe ajudar!

Vou tentar voltar com o Talent em um post com maiores detalhes sobre cada área e suas funcionalidades, aguarde…

[]’s,

Tiago

Publicado em Dynamics 365 | Marcado com , , | Deixe um comentário

Dynamics 365 – Organization Insights

Olá pessoal,

O Organization Insights é uma importante funcionalidade que eu ainda não havia escrito à respeito e não podia deixar de fazer. Este será o tema deste post!

Organization Insights apareceu pela primeira vez em modo “preview” no final do ano passado (2017), para apenas versões do Dynamics 365 Online e devem ser iguais ou superiores à 8.1.1. Para adquirirmos o componentes, devemos adicionar a App via Microsoft.AppSource.

Sua finalidade consiste em monitorar o Dynamics, fato que sempre foi muito aguardado, especialmente tratando-se de Dynamics 365 Online, onde não temos acesso aos servidores e banco de dados.

Atualmente existem 6 áreas de monitoramento, além da Home e Downloads. A boa notícia é que a Microsoft está investido bem no Organization Insights, assim, podemos ter mais áreas futuramente, gráficos, bem como novas funcionalidades.

Sem entrar em muitos detalhes, ai vão as áreas da atual versão (19/01/2018):

  • Em uso (Active Usage) – nesta área temos a visão do sistema agrupada por usuários, todas operações do CRUD (Create, Request, Update e Delete) podem ser visualizadas em nível dos usuários que as acionaram. Conseguimos visualizar também quantos usuários estão ativos no momento, o browser que estão usando, perfil de acesso, entidades utilizadas, sistema operacional, entre tantos outros indicadores

  • Trabalhos do Sistema (System Jobs) – aqui monitoramos os trabalhos do sistemas, ou seja os serviços assíncronos do Dynamics

  • Plug-ins – aqui vemos os números em relação aos plugins, percentual de sucesso da execução, mais utilizados, tempo de processamento, entre outros

  • Estatísticas das chamadas API (API Calls Statistics) – temos aqui, gráficos para observar a chamadas à APIs, as informações são parecidas com as dos plugin, porém aqui, vemos quais API ou métodos da plataforma estão sendo utilizados, percentuais de sucesso, verificação de falhas, tempo de execução, etc

  • Uso da Caixa de Correio/Email (Mailbox Usage) – está área é muito interessante, conseguimos verificar os componentes de email, como as caixas de correio dividas por tipo de servidor e geograficamente

  • Armazenamento (Storage) – esta área é uma das melhores na minha opinião, conseguimos visualizar o espaço físico utilizado por nossa organização, chegando ao nível das entidades e quantidade de linhas nas tabelas do banco de dados. Acredito que com poucas melhorias, como poder visualizar todas as entidades ao invés das top 10 seria de grande valia

Um ponto importante sobre os intervalos de atualização de cada gráfico, eles variam de 5 em 5 minutos à 24h, lembre-se disso na hora de verificar os valores, para maiores informações veja o artigo oficial.

Bom, este post termina aqui, como eu disse anteriormente, é só o começo do que ainda por ser feito, mas já está ajudando bastante!

[]’s,

Tiago

Publicado em Dynamics 365, Dynamics CRM | Marcado com , , | Deixe um comentário

Dynamics 365 – Agende o upgrade para a versão 9.0 (Online)

Olá pessoal,

Repassando e traduzindo um pouco do que o time da Microsoft publicou há dois atrás (15/01/2018). Desde este dia, podemos agendar quando nossas organizações Online do Dynamics 365 serão atualizadas para a versão 9.0!

A primeira data disponível para que o upgrade ser ativado é dia 20/02/2018, além disso, podemos configurar uma data alternativa, como já era possível nos últimos releases.

Apesar da versão 9.0 trazer várias novidades, poucas coisas devem impactar para aqueles que já está utilizando a versão 8.2, mesmo assim, recomendo a leitura do What’s New. Assim como, atualize primeiramente sua organização em Sandbox, faça os testes e depois agende a atualização em Produção.

Aqui vai o passo a passo para agendar, lembrando que quem for fazer isso, precisa ter perfil de administrador no Administration Center.

Ao abrir a área administrativa do Dynamics no Portal Office, navegue até a aba “Atualizações” (Updates), veja se sua organização está apta para a atualização através da coluna “Status”, se sim, clique em “Agendar sua atualização” (Schedule your update):

Selecione a data preferencial e alternativa para a atualização entrar em vigor:

Verifique o resumo e clique em “Aprovar Atualização” (Approve Update):

Pronto! Atualização agendada!

Bom, é isso, faça seu agendamento, fique preparado e bom Dynamics 365 versão 9.0 para você!

#GoDynamics!

[]’s,

Tiago

Publicado em Dynamics 365 | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Dynamics 365 – Dicas para utilizar Entidades Virtuais

Olá pessoal,

Dando sequência ao post anterior, sobre Entidades Virtuais… Neste post irei colocar algumas dicas e tricks para não termos dores de cabeça!

Para escrever os posts que coloco no blog, sempre procuro criar alguns exemplos para testar alguns cenários e verificar se o que estou escrevendo irá fazer sentido/funcionar. Quando estava fazendo isso acabei encontrando algumas dificuldades. Sendo assim, vou usar este post para dize-las e quem sabe ajudar quem for se aventurar! :)

Antes de irmos as minhas dicas, uma lida no artigo oficial da Microsoft sobre boas práticas para utilizar entidades virtuais, deve ajudar!

Indo aos detalhes e minhas experiências…

  • Chave Primária tem ser do tipo GUID

Infelizmente temos que ter como chave primária um atributo do tipo GUID. Assim é requerido, pois temos que seguir o modelo de dados do Dynamics, onde, toda entidade possui como chave primária um atributo do tipo GUID. Deste modo, a entidade externa deve seguir o modelo, vale lembrar que não adianta tentarmos formatar atributos de diferente tipos de dados ou criamos outras chaves de dados. O que importa é um GUID como chave primária!

  • Atributos não nulos (Nullable = false)

Tome cuidado com atributos que foram declarados no OData como não nulos, quando o atributo é requerido, isso nos obriga a criar o atributo no Dynamics como “Requisitos Comerciais” (business required)

  • Cuidado ao usar grandes conjuntos de dados (datasets)

Use filtros e recupere apenas as colunas que pretende utilizar, isso ajuda quando estamos trabalhando com grande volumes de dados, assim, evitamos que a performance das consultas seja degradada.

Um dica para filtrar os conjunto de dados externos. podemos fazer de duas formas, uma pelo próprio registro da fonte de dados (data source record), mas o que não encontrei nos materiais oficiais seria que podemos filtrar o conjunto de dados na própria view do Dynamics. Deste modo, podemos fazer assim:

Ou simplesmente assim:

Um ponto importante que não pode deixar de ser mencionado é a ordenação, ao contrário dos filtros a única forma de ordernamos os dados é através do registro da fonte de dados, não se esqueça de usar “$” antes da palavra “orderby“:

  • Confirme isso após criar sua entidade virtual

Após criarmos a nossa nova entidade virtual no Dynamics, precisamos realizar algumas checagens, para garantir que os dados externos sejam exibidos no Dynamics.

– Veja o nome externo (external name) e nome da coleção externa (external collection name) são os mesmos quando acessamos o metadata do serviço externo (http://SEU_SERVICO/$metadata):

– Apenas dois atributos serão criados automaticamente quando criamos uma entidade virtual: a chave primária (GUID) e o campo primário (texto). Assim devemos abri-los para informar qual propriedade do OData irá representá-los, através do campo nome externo (external name):

*Muito cuidado com a ortografia, os nomes respeitam letras minúsculas e maiúsculas, assim temos que digitar corretamente!

  • E com vocês, nosso melhor amigo… Plug-in Tracing (rastreamento de plug-in)

Devido o provedor de serviços externos fazer a consulta através de um plugin registrado no Retrieve e RetrieveMultiple, todas consultas que fazemos usando um serviço externo pode ser visualizada nos logs! Caso não tenha isso já habilitado, utilize este link.

Como eu disse no post anterior, as entidades virtuais estão ainda em sua versão 1.0, assim, ainda é difícil de depurar alguns erros que podem ocorrer ao fazermos uso das fonte de dados externas. Com isso, os logs de plugin são a melhor ferramenta para troubleshooting até o momento!

Os erros costumam aparecer da seguinte forma:

Entity could not be retrieved from data source. Please try again or contact your system administrator.

This query is not supported. Please update the query and try again. If the problem persists, contact your Microsoft Dynamics 365 administrator.

Indo no log dos plugins, podemos visualizar com em maior detalhes o que está acontecendo:


Bom, estas foram as dicas que meus testes proporcionaram, espero que ajude você!

[]’s,

Tiago

 

 

Publicado em Dynamics 365 | Marcado com , , , , | Deixe um comentário

Dynamics 365 – Entidades Virtuais

Olá pessoal,

Talvez uma das mais comentadas das novas funcionalidades da versão 9.0 do Dynamics 365 seja as Entidades Virtuais (virtual entities). Irei escrever sobre elas neste post!

As entidades virtuais foram um ótimo achado da Microsoft para lidar em cenários onde precisamos consultar informações de outras fontes de dados (externas ao Dynamics).

Na figura abaixo, embora o Dynamics não possua nenhum dado de fontes externas, ele armazena as fontes de dados e metadados dos serviços que queremos consumir. Com isso, a interface do Dynamics se encarrega de acessar o serviço externo e disponibiliza como algo nativo!  E o melhor… Sem nenhuma linha de código!

 

É claro que ainda temos algumas limitações, mas é o tradicional jeito da Microsoft de fazer as coisas. Introduzem uma funcionalidade, verificam se ela está atendendo o propósito e depois investem pesado na versão 2.0. Mesmo assim, as entidades virtuais já podem nos ajudar bastante!

Não irei entrar no passo a passo de como criar um entidade virtual, pois a Microsoft já fez isso aqui. Porém, vale ressaltar que precisamos de três componentes para utilizar as entidades virtuais:

  • Provedor de dados (data provider) – é o conector (middleware) que possibilita a comunicação entre o Dynamics e a fonte externa. Para não complicar muito, a MS já disponibiliza um provedor para OData v4, com isso, não precisamos nos preocupar se nosso serviço externo já utiliza este protocolo. Caso este não seja o caso, desenvolvedores podem usar o SDK para criar novos provedores;
  • Registro da Fonte de Dados (data source record) – aqui é o onde informamos qual o provedor de dados estamos utilizando, depois dizemos onde estamos requisitando os dados externos, bem como a consulta (query) que queremos fazer;
  • Entidade Virtual (virtual entity) – com o conector e fonte de dados já informados, precisamos definir como visualmente os dados externos serão apresentados no Dynamics, assim, devemos criar um entidade do tipo “Virtual” para criar o modelo de dados da fonte externa (metadados);

Como eu disse anteriormente, ainda temos algumas limitações, aqui vão elas:

  • Os dados externos estão no Dynamics são apenas para consulta (read), assim não podemos criar, editar ou excluir (aqui, temos um grande potencial para a Microsoft investir, se as entidades virtuais já possuem suporte para o OData, não está tão difícil para viabilizar as operações de “push”)
  • Apenas entidades com o perfil de segurança do tipo “Organização” podem ser entidades virtuais
  • O modelo de dados externo tem que ser compatível com o do Dynamics, assim:
    • Entidades externas precisam ter um atributo GUID como chave primária;
    • Atributos devem ter o tipo de dados que o Dynamics possui;
    • Nenhum atributos pode ser campos calculados ou acumulados (rollup);
  • Auditoria e controle de mudanças não são suportados
  • Entidades virtuais não podem ser utilizadas em filas, base de conhecimento, SLAs, detecção de duplicatas, segurança de campos, pequisa relevante (relevant search), portais do Dynamics e relacionamentos Muitos para Muitos (N:N)
  • Cache no modo offiline não é suportado
  • Uma entidade virtual não pode representar uma atividade e não suporta processos de negócio empresariais (business process flows)
  • Uma vez criada uma entidade virtual não podemos altera-la para uma entidade padrão, o mesmo se aplica para uma entidade padrão, uma vez criada, não pode ser alterada para uma virtual

Bom este post termina aqui, vejam que não me aprofundei muito, porém já estou escrevendo outro post para falar um pouco dos resultados de minhas experiências com as entidade virtuais, assim se gosta de conteúdo mais técnico ele será melhor para você! ;)

Para maiores informações:

Get started with virtual entities
Criar e editar entidades virtuais que contenham dados de uma fonte de dados externa
Custom virtual entity data providers
Configuração, requisitos e práticas recomendadas do Provedor de Dados OData v4

 

Publicado em Dynamics 365 | Marcado com , | Deixe um comentário

Dynamics 365 – Gerenciamento de Sessão dos Usuários

Olá pessoal,

Outro curto post. Este será sobre as melhorias na área de segurança contidos na versão 9 do Dynamics 365!

Basicamente, temos duas novas funcionalidades relacionadas as sessões dos usuários, podemos controlar quando as sessões devem ser expiradas (timeout) e também expirar sessões quando não existe atividade por um certo período. Além dos tempos das sessões, podemos emitir um aviso para alertar que logo a sessão irá expirar!

Atenção aos valores máximos e mínimos de cada componente:

  • Tempo máximo de um sessão
    • Min 60 minutos (1 hora)
    • Max 1440 minutos (1 dia)
  • Por quanto tempo antes da sessão expirar por tempo você quer exibir a mensagem de alerta
    • Min 20 minutos
    • Max 1440 minutos (1 dia)
  • Duração da sessão antes de expirar por inatividade
    • Min 5 minutos
    • Max 1440 minutos (1 dia)
  • Por quanto tempo antes da sessão expirar por inatividade você quer exibir a mensagem de alerta
    • Min 1 minuto
    • Max 1440 minutos (1 dia)

Um exemplo de como as mensagens são exibidas:

 

Além destes controles nos quais podemos alterar, o gerenciamento de acesso foi aprimorado, quando a sessão expirar devemos informar novamente as credenciais para uma nova sessão. Cada sessão possui um token para garantir que o mesmo usuário que fez o login é o mesmo que está acessando.

Mais informações em:

Security enhancements: User session and access management

[]’s,

Tiago Cardoso

Publicado em Dynamics 365 | Marcado com , , | 2 Comentários

Dynamics 365 – Consultar entidades relacionadas que não possuem dados entre si (Does Not Contain Data)

00Olá pessoal,

Aqui vai um pequeno post para dizer que na versão 9 do Dynamic 365 ganhamos outra tão aguardada funcionalidade: Consultar registros de entidades relacionadas que não possuem dados entre si, chamado de “Não Contém Dados” (Does Not Contain Data).

Bom, a funcionalidade possibilita algo trivial quando estamos trabalhando com bancos de dados, recuperar dados de entidade relacionadas quando não as chaves do relacionamento não possuem dados. Para ficar um pouco mais claro veja a imagem abaixo, onde temos Contas (accounts) e Contatos (contacts) relacionados através do Contato Primário (Primary Contact):

A nova funcionalidade da localização avançada possibilita, recuperarmos todas Contas que não possuem um Contato Primário! Para isso basta, adicionar o relacionamento e depois selecionar “Não Contém Dados”. Se observar a primeira imagem deste post pode ver na prática como isso é feito!

[]’s,

Tiago Cardoso

Publicado em Dynamics 365 | Marcado com , | Deixe um comentário

Migrações de Dynamics CRM/365 On-premises para Online e vice-versa

Olá pessoal,

Neste post, irei escrever sobre algumas formas e estratégias para planejarmos migrações do Dynamics CRM/365 On-premises para o Online e vice-versa (Online para On-premises).

Um ponto importante para ressaltar antes de começarmos, seria que a ideia do post é de descrever formas de migrar diferentes tipos de implantações (on-premises e online) do Dynamics. Assim, não irei discutir como trabalhar com atualizações do Dynamics, como por exemplo da versão 2013 para 2015.

Vamos ao que interessa…

Dynamics On-premises para Online

Acredito que migração de um Dynamics On-premises para um Online seja a que mais está ocorrendo nos últimos tempos. Muitos mitos foram quebrados e empresas de todos os portes já estão operando com diversos serviços na cloud, o Dynamics não fica de fora dessa e particularmente no Brasil, teve o mercado bem aquecido nós últimos anos, após a Microsoft ter criado o primeiro datacenter dela na América Latina em São Paulo.

Com menos latência e mitos exorcizados, Dynamics On-premises estão indo aos montes para o Online.

Recomendo como leitura o paper oficial da Microsoft (mesmo que ainda não atualizado para as últimas versões, ele possui as etapas fundamentais para a migração).

Basicamente, temos que dividir em duas etapas de migração: Metadata e Dados. Precisamos de ambas etapas para concluir o trabalho, devido ao fato de não podermos exportar o banco de dados e importá-lo no Dynamics Online. Assim, é requerido exportar o Metadata (uma ou mais soluções do Dynamics) e depois carregar os Dados. Vamos aos detalhes:

Metadata

Geralmente precisamos exportar por completo, digo todas as customizações e extensões do Dynamics On-premises para o Online, neste caso, a solução “Padrão” contém o precisamos. Agora, para cenários onde queremos apenas parte das funcionalidades, devemos criar uma ou mais soluções para armazenar as entidades, atributos, formulários, dashboards e etc.

Vale lembrar que todos os plugins precisam ser alterados para funcionar apenas no modo Sandbox, isso é obrigatório no Dynamics Online. Além disso, relatórios precisam ser escritos usando apenas FetchXML. Por fim, alguns workflows talvez precisem de pequenas alterações para continuarem operando Online.

Após termos finalizado o processo acima, é hora de importar a solução no Dynamics Online!

Dados 

Aqui vai a parte complicada, irei detalhá-la da melhor forma possível.

Os dados podem ser uma grande dor de cabeça para serem migrados, principalmente em cenários onde existe um grande volume de dados e a janela para a migração é curta. No paper da Microsoft acima, eles utilizaram o Scribe para acelerar a migração. Porém temos outras ferramentas para nos ajudar, irei falar um pouco sobre cada uma inclusive um pouco mais sobre o Scribe:

  • Assistente de Importação de Dados (importação nativa) – podemos exportar todos dados utilizando a ferramenta nativa do Dynamics e depois reimportá-lo no ambiente Online. A grande vantagem certamente é a facilidade na exportação, pois não é preciso nenhum conhecimento prévio para realizar esta etapa, porém como pontos negativos temos baixa performance no carga de dados e erros de importação se não inserirmos todas as entidades requeridas no conjuntos de dados;
  • Data Migration Tool esta ferramenta está contida dentro do SDK do Dynamics, é bem semelhante ao assistente de importação de dados. Conseguimos criar schemas, exportar e importar dados. Tantos os pontos positivos como negativos são também bem parecidos com o da importação nativa do Dynamics. Assim devemos evitar usá-la quando existe grandes volumes de dados ou alta quantidade de entidades/relacionamentos. Existe um ponto que acredito que faz com que a Data Migration Tool seja melhor do que a importação nativa do Dynamics, a interface exibe mais indicadores do que esta acontecendo durante a importação do que a importação nativa, com isso temos mais recursos para verificar o que já foi carregado, o que está sendo, e quais os problemas encontrados;
  • SQL Integration Services (SSIS) – ferramenta contida no pacote de BI do SQL, podemos criar pacotes para extrair e importar dados. A performance do carregamento de dados é muito melhor do que as duas opções anteriores, conseguimos adicionar componentes de paralelismo e multi-threads. Outro ponto positivo seria que atualmente não existe custo para utilizarmos o SSIS. Com ponto negativo, temos a grande complexidade para criarmos os pacotes, pois não existe um framework para conectar com o Dynamics, tornando o trabalho complexo e por muitas vezes é necessário contar um DBA para facilitar o desenvolvimento;
  • Scribeé uma ferramenta que possui uma série de conectores com diversos tipos de sistemas, com isso podemos trabalhar com dados de diversas fontes dentre elas o Dynamics em uma única plataforma de forma genérica. Em termos de performance no carregamento de dados está no mesmo nível do SSIS, conseguimos importar grandes volumes em pouquíssimo tempo, porém, com o Scribe a complexidade para utilização é bem menor do que o SSIS, muitas funções já estão implementadas, basta apenas usufruir delas e realizar o trabalho. Acredito que o único problema, que nem é bem um problema é o fato do Scribe ser um serviço pago;
  • Kingswaysofto Kingswaysoft é sem dúvida algo o preferido pelos desenvolvedores de Dynamics para a migração de projetos. A curva de aprendizado é ainda menor do que o Scribe, pois utilizamos o SSIS com o framework da Kingswaysoft em forma de add-on. Esta combinação garante um grande conjunto de funções já preparadas para o uso, como por exemplo as conexões com as base de dados, assim a necessidade de codificação é praticamente nula. A performance também pode ser comparada com o Scribe e SSIS, bem como o custo, que é algo de deve ser considerado em sua escolha;

A seguir uma tabela para facilitar o entendimento dos pontos chave de cada ferramenta:

Performance Dificuldade de utilização Custo
Assistente de Importação de Dados Baixa Baixa Gratuito
Data Migration Tool Baixa Baixa Gratuito
SQL Integration Services (SSIS) Alta Alta Gratuito
Scribe Alta Média Pago
Kingswaysoft Alta Média Pago

Existe uma luz no fim do túnel…

A Microsoft vem trabalhando em uma nova ferramenta chamada Customer Engagement Migration Tool para automatizar a migração de Dynamics On-premises para Online, a ideia é seguir algumas etapas de um ajudante de migração, onde vamos informando a base de dados que será utilizada, usuários, o Dynamics Online de destino, entre outros. Além disso, existe uma função que verifica se existe algum problema com as customizações/extensões que irão impactar o novo ambiente. E por fim, a migração se inicia.

Vale lembrar que esta ferramenta por utilizar serviços do Azure, precisa de que o usuário que esteja operando a migração tenha uma licença para isso.

A única parte ruim do Customer Engagement Migration Tool é que infelizmente ainda está em FastTrack, isso significa que não está disponível globalmente e que apenas algumas organizações selecionadas ou que se inscreveram no começo do programa estão tendo acesso a funcionalidade…

Bom ai fica a dica do que irá acontecer em breve. Acredito que empresas parceiras consigam através de seus contatos com o Microsoft algum engajamento para realizar um teste usando o FastTrack se não agora, mas muito em breve.

Dynamics Online para On-premises

Na contramão do que muitos estão fazendo, ir para o modo Online, existem outros que estão voltando para o On-premises. Este fato não é tão ocorrente, mas por algumas vezes se faz necessário. Os motivos para a mudança costumam ser relacionados a nova política de segurança que não permite serviço na nuvem pública, redução de custos e cenários onde a performance ou característica do negócio exigem uma infraestrutura dedicada..

Assim como a migração do On-premises para o Online, também temos um paper da Microsoft (um pouco desatualizado também, mas ajuda bem no que temos que saber).

A migração do modo Online para o On-premises tende a ser bem menos complexa do que a anterior. Apenas precisamos seguir alguns steps, mas não temos problemas para o carregamento de dados.

Seguem os passos:

  • Primeiramente precisamos ter em mente que a versão de Dynamics precisa ser exatamente igual em ambos ambientes (como disse anteriormente, este post não abordará cenários de upgrade de Dynamics). Em alguns casos como no paper acima, quando estamos na versão 2015 Update 1 no modo Online e 2015 no On-premises, a migração pode ser feita, porém funcionalidades da versão mais atual não serão migradas, bem como algumas funcionalidades podem ser impactadas e precisamos realizar alguns procedimentos manuais pré ou pós migração.
  • A chave de criptografia do Dynamics deve ser copiada, precisamos dela para restaurar o banco de dados no novo ambiente.
  • Temos que criar um chamado para a Microsoft, solicitando uma cópia do banco de dados. Quando obtivermos, podemos restaurá-lo em nosso SQL On-premises. Com a restauração concluída, devemos iniciar a importação do Dynamics utilizando o Deployment Manager.
  • Por fim, precisamos ativar a chave de criptografia, com isso nosso Dynamics está pronto para o uso!

Bom, aqui chega o fim deste post, espero que ajuda a tomar algumas decisões para o processo de migração do Dynamics.

[]’s,

Tiago

Publicado em Dynamics 365, Dynamics CRM | Marcado com , , , , | 4 Comentários